Sobre a extinção dos chapéus (tá certo isso aqui?!)

O chapéu. Antes um adereço de respeito, que simbolizava classe, estilo, poder e bala na agulha, hoje é motivo de chacota e cada vez mais toma o rumo do esquecimento.
Este mesmo chapéu, que foi eternizado por dondocas da sociedade, símbolo do cinema americano e de personalidades do mundo da música foi transformado em algo negativo dentro do mundo atual.
Vejamos os grupos que usam chapéu nos dias de hoje:
Velhinhos. Ah, os individuos da 3a idade. Sempre com suas boinas de entregador de jornal dos anos 50 e seus chapéus coco do tempo que Nonô jogava no Andaraí. Ainda que mantenham certa pompa devido a sua longevidade e por fazerem um certo estilo usando chapéus desse naipe (como os sambistas, que também estão incluídos aqui), demonstram claramente o seu envelhecimento pela utilização deste enfeite pré-histórico, despertando risadas entre jovens e adultos (eles que esperem a sua vez).
Prostitutas. Este grupo que possui o maior número de sinônimos dentro da lingua portuguesa (não vou citar aqui para manter um mínimo de respeito neste blog, que é simplesmente um luxo) é velho conhecido dos chapéus extravagantes e chamativos. Um dos poucos que ainda mantém a tradição do seu uso, ainda que em pouquíssimos casos. Junto com as peruas (outro grupo citado aqui para resumir o texto), são vistas com preconceito pelo restante da população; sendo que, qualquer pessoa que se aventure a usar chapéus neste estilo, deve estar preparada para brincadeiras maldosas e de duplo sentido.
Jogadores de futebol. Sempre com seus bonés de lado ao melhor estilo Sérgio Malandro e suas touquinhas trafica (outro grupo incluído aqui devido a proximidade entre alguns jogadores e o mundo do tráfico), apesar de valorizados pela sua grana e pelos seus dotes futebolísticos, são logo taxados de burros ou que "tem cara de bandido".
Malucos e mendigos. Quem nunca viu um morador de rua com um chapéu, provindo sabe-se lá de onde, do tempo dos nosso avós?
Crianças. Apesar de muitos adultos acharem bonitinha uma criança com um bonezinho, eles sentem um pouco de pena da mesma por estar usando um objeto estranho a sua cabeça num jeito possivelmente cômico, levemente pro lado (Sérgio Malandro sempre vivo) e forçado pelos papais que também acharam bonitinho.
Cantores, atores, modelos e outras "celebridades". É facil reconhecer um: sempre usando chapéus com longas plumas de carnaval ou tão grandes quanto um sombrero mexicano (outro grupo, que nem precisa de comentários), são alvo da fúria de grupos de proteção aos animais, revistas de moda e fofoca além do mau-olhado de inúmeras donas de casa que estão com raiva das vilãs de novela até hoje. Se usam sempre chapéus estranhos (Jamiroquai, na 1a foto) são logo chamados de excêntricos (é o estranho rico).
Alunos do Colégio Militar. O pessoal do Pedro II não gosta do Militar, então não deve ser um bom sinal.
Temos ainda bombeiros, policiais e pessoas que fazem propaganda de rua, que são tão mal remuneradas que vale a sua citação neste post.
Por essas e outras, mulheres no estilo Blosson (essa eu tirei do fundo do baú) tendem a extinção, mas como a moda é cíclica, tudo que eu escrevi pode ser desconsiderado e você nada mais fez do que perder seu precioso tempo, o que me leva ao último grupo que permanece usando chapéu:

Quem mandou acreditar que eu escrevo algo que preste.

3 Comments:
Eu li o primeiro e o último parágrafo.
XD
Chapéu é que nem palavrão, tem que ter um bom contexto.
Palavrões tem o mesmo valor de pontos de exclamação.
Humpf... Bobo é vc! `To de mal 2x.
Lulu
Postar um comentário
<< Home